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Libertem as crianças

Já repararam que as crianças de hoje em dia vivem uma vida de prisioneiro?

70

É a percentagem de crianças portuguesas que passam menos tempo ao ar livre do que os 60 minutos que o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos recomenda para os reclusos.

10,8

É a percentagem de tempo médio que as crianças de creches e jardins de infância passam no exterior durante os quatro meses do inverno.

2

É o número de saídas ao exterior dos bebés com menos de um ano nas creches, durante os quatro meses do inverno.

32,5

É o número de horas semanais de aulas previsto na Matriz Curricular do 1º ciclo para os alunos do 3º e 4º ano, incluindo as atividades de enriquecimento curricular.

8

é o número de horas de brincadeira por semana que as crianças de todo o mundo perderam nos últimos 20 anos.

Fonte: Expresso

Oportunidade também para apreciar como se pode usar o poder de uma grande empresa e o seu desejo de se auto-publicitar e vender mais produtos, para prestar um serviço público em simultâneo:

As crianças precisam de tempo ao ar livre, e precisam de tempo para brincadeiras não-estruturadas, auto-dirigidas e onde possam aprender a avaliar e gerir riscos, a desenvolver a sua motricidade e construir a sua autonomia e os seus sistemas de motivação intrínseca e gestão da frustração.

As crianças precisam de uma cidade feita a contar com elas, e não de uma cidade que as exclui, segrega e secundariza. Uma cidade em que a situação e a experiência das crianças se aproximam à das dos prisioneiros, e das espécies em vias de extinção em reservas (o que é que os “parque infantis” vos fazem lembrar?) e em cativeiro para sua própria protecção, não é uma boa cidade para ninguém.

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